terça-feira, 20 de novembro de 2012

Integrantes da equipe visitaram o grupo "ESTIVA CAPOEIRA"

Nossa equipe formada por mim Sarah Negrizolli (organizadora),Nathalia e Letícia em breve visitaremos o grupo de Capoeira cujo o nome é " ESTIVA CAPOEIRA" tiraremos fotos e teremos uma conversa com o Mestre Hend para obtermos mais conhecimentos sobre o assunto. Aguardem para saberem todas as informações!

Alunas do 1°K -Infante Dom Henrique
 Integrantes do grupo:
Sarah Negrizolli (organizadora do blog) n°37
Nathalia Alessandra n°34
Letícia Aranda   n°27


 












Campo Grande recebe o 3º Festival Cultural Roda de Bamba


A Associação de Capoeiristas Roda de Bamba realiza o 3º Festival Cultural Roda de Bamba em Campo Grande. O evento, que tem apoio da Fundação de cultura do Governo de Mato Grosso do Sul (FCMS), será realizado na Praça Ary Coelho em comemoração ao mês da Consciência Negra e terá início neste sábado (10) e vai até o dia 17 de novembro.



O festival tem como objetivo oferecer entretenimento e cultura para acidade com manifestações histórico-culturais, como Maculelê, que resgatam a luta de Zumbi dos Palmares e de outros quilombolas que foram importantes no processo contra a escravidão no Brasil, segundo o informado pela assessoria da fundação.
Apresentações de puxada-de-rede, capoeira show, tradicional batizado dos novos alunos e a formatura do instrutor Murilo Gadelha também farão parte das comemorações.

Atual situação da Capoeira






Hoje ela é praticada por muitos jovens das mais diferentes classes em escolas, nas ruas,
em grandes eventos, figura em projetos sociais de sucesso, nas universidades, nas academias de
arte marcial, em campeonatos nacionais e internacionais, e cada vez mais conquista o mérito de
autêntica cultura nacional. 

A Capoeira, de um modo geral, independente da escola, ainda guarda um certo apelo de
volta  às  origens,  produz  identidade  entre  pessoas  e  grupos.  Ao  incorporar  determinadas
características culturais, a Capoeira vai paulatinamente se misturando, tal como a cultura brasileira
vem fazendo (ou sofrendo ao longo de alguns séculos). 

O público praticante de Capoeira no Brasil é um público jovem, de diversas origens sociais
e econômicas, que vêem na prática da Capoeira a resposta para o ideal de juventude que buscam
para si, um ideal associado à beleza, à liberdade, à curtição, ao vigor físico, etc. Por ser uma rica e
complexa manifestação cultural, a Capoeira incorpora os valores e os códigos de seu tempo,
adapta-se a eles e se reinventa a partir deles. 

Associada à marginalidade no passado, a Capoeira hoje atrai cada vez mais adeptos para
a sua filosofia e praticantes para as suas técnicas. Conseguiu destaque no cenário internacional
dos esportes de combate, nas academias no exterior, e, até mesmo na diplomacia, pois cada vez
que  o  Brasil  faz qualquer  apresentação  cultural oficial  no  exterior,  a  Capoeira  está  entre  as
atrações da apresentação. O estilo de luta também pode ser encontrado em filmes de Hollywood,
ou mesmo nos games de luta. 

Por fim, cabe dizer que a Capoeira é o único esporte genuinamente brasileiro, faz parte da
cultura do nosso povo e deve ser cada vez mais valorizada e praticada, pois é um patrimônio
histórico, desportivo, cultural e artístico do povo brasileiro. A prática da Capoeira deve ser alcançar
o status de esporte nacional, pois luta pela inclusão social dos menos favorecidos, aumenta a sua
auto-estima  e  valoriza  a  cultura  popular  brasileira  descolonizando-a  das  demais  culturas
estrangeiras.






Liberdade Oprimida


O Decreto Lei 487 dizia que: a partir de 11 de Outubro de 1890 todo capoeirista pego em flagrante seria desterrado para a Ilha de Fernando de Noronha por um período de dois a seis meses de prisão
Em 1824, os escravos que fossem pegos praticando capoeira recebiam trezentas chibatadas e eram enviados para a Ilha das Cobras para realizar trabalhos forçados durante três meses.

Curiosidades



* Mestre Pastinha começou a treinar capoeira por intermédio de um africano que o viu apanhar de um rival em sua infância. Mesmo depois de perder a visão era temido por quem jogava com ele.
* Dos 50 golpes bem aplicados da capoeira que Mestre Bimba ensinou, 22 eram mortais.
* Segundo Mestre Noronha, o berimbau em seu tempo, era uma arma maligna e mortal. A verga (o pau do berimbau), era usado como porrete e a varinha servia para furar os olhos do adversário que tivesse má conduta. Isso foi durante a época em que a capoeira era proibida.
* No final do século XVIII, no Rio de Janeiro, as aventuras dos capoeiras eram de tal jeito que o governo, através da portaria de 31 de outubro de 1821, estabeleceu castigos corporais e outras medidas de repressão à pratica de capoeira.
* Na Bahia, os capoeiristas se distinguiam dos demais negros porque usavam uma argolinha de ouro na orelha, como insígnia de força e valentia, e o nunca esquecido chapéu à banda.
* Os capoeiristas eram contratados pelos políticos para bagunçar no dia das eleições. Enquanto as pessoas desviavam a atenção para a confusão dos capoeiras um indivíduo colocava um maço de votos na urna. Vencia as eleições o candidato que dispunha de maior número de capoeiras.
* Milhares de capoeiristas foram para a Guerra do Paraguai, pois havia sido prometida a liberdade no final do conflito àqueles que participassem da batalha.
* Antes do arame, a linha do berimbau era feito de tripas de animais.

Origem do nome CAPOEIRA


Foi desenvolvida por escravos africanos trazidos para o Brasil. Caracteriza-se por uma mistura de lutas, danças e músicas. É praticada através de movimentos rápidos e golpes com o uso de mãos e pés principalmente, mas também joelhos, cotovelos, cabeça e uso de bastões. 

A palavra capoeira refere-se às áreas de mata rasteira do interior do Brasil. A origem do nome vem da palavra tupi-guarani ‘capuera’ que significa ‘Mata destruída pela mão de homem e renascida’.

Introdução a Capoeira


AS ORIGENS

As suas origens são também fruto de debate, mas a versão mais consensual é que terá tido origem como um meio de defesa dos escravos do Brasil no século XVI, dissimulado numa dança para que os seus proprietários não o identificassem. O que é garantido é que esses escravos, originários de vários locais em África, mantiveram as raízes da sua herança através de diversos costumes e rituais, e a Capoeira nasce de um conjunto de tradições ancestrais.
Algumas fontes referem a inspiração da dança ritual N’Golo, baseada nos movimentos de zebras; as lutas de galos são outra das fontes que poderão ter estado na origem da Capoeira. O que está comprovado é que foi no Brasil que nasceu a Capoeira – historicamente referenciada já no século XVIII (sendo decerto mais antiga) – por entre os grupos de escravos.
O uso como arte marcial e técnica de luta (e certamente a sua eficácia) levaram à sua proibição, com elevadas punições para os capoeiristas. No início do século XX a Capoeira encontrava-se ainda legalmente interditada, e foi por pouco que a arte não se extinguiu.
Aos poucos a perseguição foi-se esvaindo, e em 1932 é fundada a primeira academia oficial de Capoeira, pelas mãos de um dos maiores impulsionadores de sempre, o Mestre Bimba. Pouco depois, a sua iniciativa foi seguida pelo Mestre Pastinha, outro importante incitador, baseando-se numa abordagem mais tradicional. Assim nascia este fenômeno mundial e, ao mesmo tempo, as duas principais correntes de Capoeira.


AS DUAS CORRENTES

Capoeira Angola

A Capoeira Angola foi recuperada pelo Mestre Pastinha com a abertura da sua academia em 1941. Consiste na forma mais tradicional de Capoeira, altamente ritualista, remontando à herança tribal de África, e chega a ser considerada (sobretudo pelos seus praticantes) como a “verdadeira Capoeira”.

Capoeira Regional

A Capoeira Regional tem a sua origem no Mestre Bimba, que considerava que esta arte estava a perder progressivamente a sua componente de luta. Uma vez que se tratava de uma prática proibida, os capoeiristas remetiam-se à clandestinidade, sendo cada vez menores em número e sem comunicação entre si. O Mestre Bimba pretendeu lutar contra esta tendência, e começou a recuperar práticas e movimentos antigos, definiu uma filosofia e código próprios, e concebeu mesmo novos golpes. É a ele que se deve a criação da primeira academia de Capoeira do mundo, e com o seu ativismo, é também considerado o principal impulsionador para a legalização, aceitação e valorização social e cultural deste património brasileiro. A Capoeira Regional é assim uma abordagem moderna de Capoeira, devidamente organizada e hierarquizada, e é de longe a corrente mais praticada não só no Brasil, mas também em todo o mundo.
Independentemente das diferenças entre estas duas correntes, mais filosóficas que práticas, ambas são praticadas num verdadeiro ritual, constituído por diferentes partes e componentes.
Em suma, a Capoeira é uma simulação de luta e não tanto uma luta efetiva. O “jogo” não tem como objetivo atingir o adversário, mas antes dar asas à liberdade de movimentos ofensivos e defensivos, através de diferentes golpes, reduzindo a margem de manobra do oponente. O capoeirista não precisa atingir o adversário, basta colocá-lo numa posição em que não se consiga defender.
Mas o ritual é muito mais do que apenas esse jogo.

O RITUAL

A Música

A música é parte essencial da Capoeira, sendo mesmo a sua velocidade que marca o ritmo dos movimentos dos capoeiristas. A roda de Capoeira integra uma bateria com vários instrumentos tradicionais brasileiros: ainda que a maioria seja de precursão, aquele que assume maior protagonismo é o berimbau. Os membros da roda acompanham a música com cantares típicos, por vezes semelhantes aos cantares de desafio, e todo este conjunto cria o ambiente único que apenas a Capoeira permite. A importância da música é tal que o Mestre Bimba afirmou mesmo que um verdadeiro capoeirista tem que saber lutar tanto como tocar e cantar!




A Roda

A roda de Capoeira é onde decorre a ação, criando um círculo no interior do qual se defrontam os capoeiristas. Os restantes elementos, sejam adversários à espera da sua vez, sejam os músicos, seja mesmo o público em geral, criam um círculo com uma média de 5 metros de diâmetro.




O Jogo

O jogo em si é o confronto entre os dois praticantes. Como foi referido, esta “luta” não implica, na generalidade, contato físico, mas antes uma demonstração das capacidades. Cada ataque fica-se pela ameaça, sendo que antes de ser concretizado já o adversário terá efetuado uma manobra defensiva que o evitaria. A sucessão de movimentos gera uma verdadeira dança metafórica (ou mesmo no sentido literal da palavra), com gestos elegantes, ágeis e acrobáticos, recorrendo com frequência a saltos mortais e outras manobras igualmente aparatosas.



Ginga

 A Ginga é o movimento base de Capoeira, e ao mesmo tempo o mais célebre. Consiste numa “dança” de pés triangulares, balançando os braços ao ritmo do corpo, que servirá também de preparação para os movimentos. É verdadeiramente inconfundível: quando vir alguém a fazê-lo, saberá instantaneamente que está na presença de um capoeirista!



Ataques

Os movimentos ofensivos utilizam maioritariamente as pernas, com ataques de pés e joelhos. Os cotovelos são também utilizados com alguma regularidade, ao passo que murros e outros golpes de mãos não são utilizados em Capoeira. Um golpe também utilizado com frequência é a cabeçada!



Defesa

A defesa consiste na grande maioria no recurso a manobras evasivas, e eventualmente, contra-ataques. Daí que a Capoeira possa ser vista como um jogo de movimentações, em que se considera que o atacante teve sucesso quando efetuou manobras tais que deixou o adversário sem escape possível.



Volta ao Mundo

Quando uma manobra é concluída (como na situação anteriormente descrita) ou na eventualidade de qualquer outra interrupção do ritmo do jogo, os dois capoeiristas afastam-se e circulam calmamente pelos limites da roda, dando a “volta ao mundo”.
   Na generalidade, estes são os “episódios” do ritual de um jogo de Capoeira, havendo depois pormenores e       especificidades quer na Capoeira Regional, quer na Angola.

A CAPOEIRA… À VOLTA DO MUNDO!

Com o passar dos anos, a Capoeira tem-se espalhado um pouco por todo o mundo, sendo cada vez mais popular em países como Japão e Estados Unidos. Apesar de haver hoje uma enorme pluralidade cultural, social e étnica por entre os capoeiristas, os mestres são geralmente brasileiros, o que assegura a manutenção das origens desta arte.
Uma arte, que marcial ou não, é um símbolo máximo da herança cultural de um povo, com o mesmo peso que terá o Karaté para o Japão ou o Tae-kwon-do para a Coreia. Tanto o é que a Capoeira foi recentemente declarada Património Cultural Brasileiro pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, depois de em 1985 se ter declarado o dia 3 de Agosto como o Dia do Capoeirista.